A Vida e Suas Escolhas

Recentemente publiquei aqui um post falando sobre minha vontade de viver, das lutas ferrenhas que travei contra a morte algumas vezes, das vitórias que tive sobre ela, enfim…
Então pra mim é difícil aceitar que alguém tire a própria vida.
Falta de fé (na vida ou em algo, ou alguém)?
Falta de perspectiva?
Falta de coragem pra enfrentar seus monstros?
Não sei.
Pode ser (dever ser) tudo isso junto e muito mais, porém, não justifica tirar a própria vida!
Não posso concordar com essa fraqueza e não aceito nenhum argumento que defenda essa ideia!
Um dia, numa fase muito difícil escrevi essa letra e posteriormente transformei em música:

“Recomeçar é viver o agora sem pensar no que passou e o que restou é tudo o que ficou…
Pra renascer puro, simples, inocente…
Um ser engravidando de si mesmo e dando a luz a si.

Um ressuscitar das cinzas
Túmulo vazio e um coração aberto e cheio de pulsar a vida se refez.
Como um refém da história
Preso pela liberdade de viver a eternidade conduzido pelas mãos de Deus…

E reviver
Recomeçar
Pra renascer
Ressuscitar”.

Eu sempre acreditei na vida, nos recomeços, nos caminhos do destino (traçado por nós mesmo), porque somos as escolhas que fazemos e a escolha de Champignon e de tantos outros (artistas ou não) de se matar é algo que foge o meu entendimento.

“A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”.
Charles Chaplin

champignon

Uma Viagem Sem Volta

Há tempos não leio um texto tão delicioso, impressionante, forte e delicado ao mesmo tempo que me pusesse à refletir!
Parabéns pela sensibilidade Marcelo Penteado.

“Uma vez fui viajar e não voltei.
Não por rebeldia ou por ter decidido ficar; simplesmente mudei.
Cruzei fronteiras que eu nunca imaginaria cruzar. Nem no mapa, nem na vida. Fui tão longe que olhar para trás não era confortante, era motivador.
Conheci o que posso chamar de professores e acessei conhecimentos que nenhum livro poderia me ensinar. Não por serem secretos, mas por serem vivos.
Acrescentei ao dicionário da minha vida novos significados para educação, medo e respeito.
Reaprendi o valor de alguns gestos. Como quando criança, a espontaneidade de sorrisos e olhares faz valer a comunicação mais universal que há – a linguagem da alma.
Fui acolhido por pessoas, famílias, estranhos, bancos e praças. Entre chãos e humanos, ambos podem ser igualmente frios ou restauradores.
Conheci ruas, estações, aeroportos e me orgulho de ter dificuldade em lembrar seus nomes. Minha memória compartilha do meu desejo de querer refrescar-se com novos e velhos ares.
Fiz amigos de verdade. Amigos de estrada não sucumbem ao espaço e nem ao tempo. Amigos de estrada cruzam distâncias; confrontam os anos. São amizades que transpassam verões e invernos com a certeza de novos encontros.
Vivi além da minha imaginação. Contrariei expectativas e acumulei riquezas imateriais. Permiti ao meu corpo e à minha mente experimentar outros estados de vivência e consciência.
Redescobri o que me fascina. Senti calores no peito e dei espaço para meu coração acelerar mais do que uma rotina qualquer permitiria.
E quer saber?
Conheci outras versões da saudade. Como nós, ela pode ser dura. Mas juro que tem suas fraquezas. Aliás, ela pode ser linda.
Com ela, reavaliei meus abraços, dei mais respeito à algumas palavras e me apaixonei ainda mais por meus amigos e minha família.
E ainda tenho muito que aprender.
Na verdade, tais experiências apenas me dirigem para uma certeza – que ainda tenho muito lugar para conhecer, pessoas a cruzar e conhecimento para experimentar.
Uma vez fui viajar…
e foi a partir deste momento que entendi que qualquer viagem é uma ida sem volta”.

Uma Vida Sem Causa é Uma Vida Sem Efeito

Amanhã (03/09/2013) faço 42 anos e eu tenho muito à comemorar pois, além de realizar alguns importantes sonhos, enganei a morte algumas vezes, dei a volta por cima e hoje estou aqui, cheio de vida, saúde, casado com a mulher da minha vida e feliz, muito feliz.
Mas, não foi fácil, não foi nada fácil…
Vou resumir essa minha “aventura” toda.
Vamos lá!
Em 1971, ano em que nasci, aos 8 meses contraio a poliomielite (Paralisia Infantil).
Isso me custou muitas cirurgias, tratamentos intensos e torturantes.
Mas, consegui superar essa doença e mesmo com algumas sequelas, sobrevivi.
309839_281217625236606_1193452306_nNesse tempo meus pais se separam e então, minha vó assume o papel de mãe.
Dela (minha vó) veio todo o carinho e o cuidado que eu precisava.
Cresci num bairro pobre da cidade de São Sebastião chamado Enseada, litoral norte de São Paulo.
Embora a Paralisia Infantil tenha me deixado com algumas sequelas e me fazendo depender de um par de moletas, isso não me segurou.
300134_281217115236657_1559980158_nJoguei bola, corri pelas ruas, empinei pipas, nadei, subi as montanhas para brincar, enfim…
Entendi muito cedo que eu precisava superar minhas dificuldades, minhas limitações e indo contra tudo fui uma criança feliz dando muito trabalho à minha vózinha/mãe.
Um belo dia, um Domingo de 1982, eu com 11 anos de idade, a família toda estava reunida na casa da vovó para um almoço.
Em um determinado momento vovó diz à um tio que nas rachaduras da calçada de sua casa havia um formigueiro e não havia o que matasse aquelas formigas que sempre que passávamos ou sentávamos na tal calçada, picava à todos.
Esse tio pediu que comprasse um litro de álcool, em seguida, pediu que todos se afastassem de perto dele.
Derramou um pouco desse álcool na rachadura onde havia o formigueiro, riscou um fósforo, jogou dentro da rachadura e ao pegar fogo, não atentou para a garrafa de álcool em suas mãos e o fogo subiu até essa garrafa, explodindo e como ventava muito, o vento levou toda essa chama pra cima de mim e de minha vó que estava ao meu lado.
Fomos atingidos em cheio.
Minha vó teve queimaduras superficiais.
Já eu fui atingido em cheio, em chamas da cintura pra cima e ali eu achei que a minha vida iria acabar.
Fechei os olhos, sentindo uma ardência dilacerante, encostado numa parede, esperei a morte, foi quando senti um empurrão, alguém me batendo com algumas almofadas e assim conseguiu apagar o fogo.
Era o tio que tentava matar as formigas com o álcool e que, por um milagre, não se queimou também.
Fui levado às pressas ao hospital com queimaduras sérias em 50% do meu corpo.
Alguns meses depois, estava eu em casa, brincando feliz na sala de minha vó.
Mais uma vez enganei a morte e apenas algumas cicatrizes me acompanham até hoje.
Mesmo com todos esses acontecimentos que poderiam resultar negativamente em minha vida, me jogando num mar de lamentações, ergui a cabeça e influenciado pelos meus primos músicos, aprendi a tocar violão e passava quase que o dia todo cantando e tocando.
Mais tarde, em 1993, resolvo me mudar pra Campinas integrando um grupo vocal onde permaneço por 5 anos viajando o país inteiro fazendo shows.
380650_466152920076408_388966060_n Em 2004 participo de um programa de TV chamado “Programa Raul Gil” onde permaneço como calouro por 5 meses sendo finalista.
PQAAAPoT2PQfXpg5guFwNux044xH3W6fYF1EM8UAGStXSZ33jyBhXgJ9zogksdDxaaYVjjdUNxG5jH54xGQIH8Dr71gAm1T1UF3HyhV4UDkZlkBlCPnPmBBroUq3Em 2007 gravo meu primeiro CD chamado “Canto Insistente”.
576749_259833837449320_1731071883_nEm 2009 vou à mais um programa de tv chamado “Astros”, onde também sou finalista e nesse programa entrego um CD com 5 canções minhas para os jurados.
hqdefault (3)Algumas semanas depois recebo uma ligação de um dos jurados dizendo que escolhera uma música minha para tema de abertura de uma novela.
Essa canção é gravada por Flavio Venturini e abre a novela chamada: “Vende-se Um Véu de Noiva”
0Em 2010 lanço o CD “Simples” e desse disco, 3 canções são executadas nas principais rádios do país.
480231_259833857449318_589180426_nEm seguida, na divulgação desse CD, participo de vários programas de rádio e TV.
hqdefault (1)Então, depois de tudo que passei e vivi até aqui, o que me moveu, além de uma vontade incontrolável de me superar, é que nunca fui um cara satisfeito e estar sempre insatisfeito, na verdade, é o que me fez nunca desistir de seguir em frente.
Aprendi que os Covardes nunca tentam, os fracassados nunca terminam, os vencedores nunca desistem.

Valor De Um Show Gospel

Eu penso o seguinte sobre o assunto:
Se um pastor recebe para pregar, o músico/cantor também tem esse direito porque também vive de seu trabalho e/ou ministério. Os valores podem ser/parecer exorbitantes? PODEM, mas, também temos que ver custos de produção, transporte, músicos, instrumentos caros, ETC, ETC ETC…
Eu sou a favor de um cachê ou oferta voluntária, sei lá, como quiser chamar JUSTO!
Quanto ao fator espiritual. ah, isso já é pessoal e não misturo as duas questões…

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Eu Tenho o Direito de Achar Certo ou Errado o Fato De Você Ser Gay (EU EXIJO ESSE DIREITO).

Há algum tempo venho criticando as atitudes de homo-sexuais à respeito de suas posições em relação à opinião ou posição de alguns que são contra seus pensamentos.
Veja bem, sou deficiente físico, se alguém se incomoda com isso pelo fato de eu ter direitos conquistados ao longo dos anos com muita luta (diga-se de passagem), DANE-SE!
Nada vai mudar esse fato!
Eu vou continuar deficiente e a leis continuarão à meu favor!
O que eu quero dizer é o seguinte:
Você é homo-sexual, quer se casar, unir-se à uma outra pessoa do mesmo sexo, beleza, é um direito seu.
Vá ser feliz.
Nada vai mudar o que você é.
Mesmo eu sendo contra ou não.
Dane-se também!
A única coisa que eu quero, ou melhor, EXIJO, é o direito de eu achar legal, certo ou errado.
E eu achando legal, certo ou errado não muda nada.
Porque alguns podem achar errado o fato de eu, como deficiente, ter gratuidade em transportes coletivos, vagas em estacionamentos reservados (muitas vezes ocupadas por pessoas não deficientes) não pegar fila, ter um benefício joinha na hora de comprar um carro zero, etc e isso não vai mudar em nada.
Tô pouco me lixando se acham errado os direitos que conquistei.
Mas, você tem todo o direito de criticar e não aceitar isso, problema seu.
Assim penso sobre as posições que tenho em relação a determinados assuntos.
Eu só quero e EXIJO o direito de expor minha opinião sem ser execrado pelo movimento (Hétero/homo) e outros que tem opinião diferente da minha.
O problema é que eu posso ser contra um político e seus ideais e não me acontece nada.
Posso não concordar com alguns pastores e suas posições teológicas e não me acontece nada.
Posso detonar o time de futebol que não é O meu time e não me acontece nada.
Sabe porque?
Porque eu tenho esse direito, mas, não tenho o direito de ser contra a união de pessoas do mesmo sexo?
Sério?
Por favor, né?
Agora, vão chamar minha opinião e posição de homofóbica, claro!
RESUMO:
Sejam o que vocês quiserem, eu não tô nem aí, eu só quero o direito de aceitar ou não e a liberdade de expôr meu pensamento sobre sua opção política, religiosa, sexual e sei lá mais o quê e vou fazê-lo sempre, beleza?
Valeu!

A Presença da Ausência da Fé.

Há alguns anos minha fé em Deus tem se esvaído.
Não só porque de certa forma sou afetado direta e indiretamente por alguns “cristãos” ou pseudos-cristão que vejo e/ou conheço, pela instituição chamada cristã num modo geral, mas, olhando para minha própria vida…
É muito complexo tentar explicar esse meu ceticismo agudo, estou bastante perdido, sem direção e sem saber pra onde ir nesse aspecto.
Não sei mais se Deus existe, ou pelo menos, não sei se Ele existe na forma em que aprendi.
Fato é que, depois de tantos anos (minha vida inteira) crendo em Deus, no seu poder e tudo mais, fica um vazio tremendo dentro de mim.
Não sei se paradoxalmente quanto mais inteligentes ficamos, mais emburrecemos ou se o contrário.
Há em mim um conflito interior muito grande, uma crise tremenda em que me vejo sem chão pois, tudo que era importante pra mim nesse sentido já não faz mais sentido.

A Música Não Pode Parar

Desde que me mudei pra Caraguatatuba (há 5 meses) tenho sonhando em montar aqui uma banda, com uma formação trio (Baixo, Bateria e violão) pensando numa sonoridade diferente do último projeto que gravei (álbum “Simples”), buscando uma levada mais MPB.
Pois bem, nessa busca conheci Leo Rodriguez (Bateria) e numa reunião expusemos nossas ideias e ideais.
Tudo batia, porque sonhávamos os mesmos sonhos nesse sentido.
Ele me falou de um brother chamado Joe (Baixista) que estava vindo morar aqui em Caraguá e que era um exímio baixista.
Perfeito!
Conheci o Joe e marcamos o ensaio.
Então, até antes do ensaio rolar, minha grande preocupação era se conseguiríamos a sonoridade que desejávamos e graças à Deus, no primeiro ensaio que fizemos ontem (25/02/2013), sentimos uma sintonia maravilhosa rolando, as frases fluindo, a sincronia, tudo certinho e de maneira muito natural.
Temos já dois shows para fazer num espaço super bacana em Ilhabela chamado “Ardhentia” no mês de Março que, claro, assim que definirmos as datas divulgaremos para que vocês possam conferir o nosso som ao vivo, de pertinho.
Fora essa boa novidade, tenho outras que irei contado pra vocês aos poucos, combinado?
É isso aí.
A música não pode parar!